Penseira: Bacia de pedra rasa, com entalhes estranhos na borda, runas e símbolos. É um recipiente que serve para guardar pensamentos os quais ocupam muito espaço na cabeça de alguém.

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Eu tenho raiva de quando vc resmunga “que saco” pra tudo..

Eu tenho raiva de quando vc não consegue uma tarefa simples e fica insistindo perdendo tempo..

Eu tenho raiva quando vc é contrariado e fica evitando ouvir as verdades..

Eu tenho raiva de quando vc critica a sua família e faz igualzinho..

Eu tenho raiva quando vc não sabe ouvir o outro..

Eu tenho raiva quando vc não sabe conversar no meio de uma briga.. Ou melhor, só sabe gritar e não houve o outro lado pra tentar amenizar..

Eu tenho raiva quando vc passa o dia vendo coisas nada a ver e vira a noite trabalhando..

Eu tenho raiva quando sou positiva e vc não liga..

Eu tenho raiva quando conto algo que pra mim é MARAVILHOSO e vc só fala “legal”…

Eu tenho raiva quando deixa as coisas espalhadas pelo mundo e quando eu só quero saber onde coloco 1 papel, vc já acha que tô bagunçando suas coisas..

Aliás, odeio quando só pergunto uma coisa simples e vc já acha que estou te atacando..

Eu tenho raiva quando vc encosta pra dormir quando tem que falar sobre resolver alguma coisa…

Eu tenho raiva quando vc sempre diz que nada muda, mas o primeiro passo da mudança tem que vir de você…

Eu tenho raiva quando eu peço ajuda pra alguma coisa e vc já quer tomar e fazer sozinho..

Eu tenho raiva de não entender suas coisas científicas..

E além de odiar tudo isso, eu tenho raiva quando vc sempre sai da sua rotina pra fazer algo por mim…

Tenho raiva quando vc deixa de fazer algo seu, só pq eu tenho algo meu pra fazer..

Tenho raiva do modo como cuida de mim.. Me sinto folgada e não merecedora de tanta dedicação..

Tenho raiva quando vc sempre aplaude o que eu faço, mas não aplaude com tanta força o que VC faz de excelente..

Tenho raiva o fato de vc não confiar nas suas coisas..

Tenho raiva do modo que não confia em vc mesmo e não acredita no que faz, pq as pessoas não vão acreditar também..

E acima de tudo isso, o pior dos piores..

Eu tenho raiva de deixar de te falar coisas porque acho que vou te machucar ou que vc terá alguma das reações acima…

Eu tenho raiva de te proteger demais de tudo que ouço e vejo vc fazendo…

Eu tenho raiva de assumir suas broncas com medo de que vc se despedace..

Eu tenho raiva de ouvir as broncas que vc deveria ouvir, só pq eu sei ouvir um pouco melhor que vc..

Eu tenho raiva de te fazer passar por todos esses perrengues e não saber o que falar e agir…

Eu tenho raiva de dormir e te deixar acordado tentando achar um jeito de sair dessa..

E eu tenho raiva de te amar incondicionalmente..


Crescer não é tão legal quanto a gente pensa quando é criança..

Crescer pode até ser sinônimo de independência e liberdade, mas tem horas que isso é assustador!!

Me ver com 26 anos, desempregada e sem perspectiva de vida (mas com muitos sonhos) é um pouco desesperador sim, pois as vezes caio na neura de achar que perdi tempo, que não devia ter “””””parado minha vida””””” pra cursar uma faculdade longe de casa.

Porque voltar, é mais assustador do que viver em outro lugar.

Saímos cheio de sonhos, cheio de planos e vontades e quando se depara com o mundo real, se assusta, pois as obrigações vem, as cobranças também e a sensação de incapacidade também.

Às vezes é difícil ter fé quando se tem o mundo nas suas costas e você tem que pensar maneiras de carregá-lo. Fora a motivação toda que muitos dizem que é o fator chave da transformação.. Puff!! Se fosse uma chavinha como dizem, o mundo seria diferente.

Só que o mundo cobra, o mundo pressiona e quer resultados, e então você vai se perdendo dos seus sonhos.

Ou melhor, o mundo esnoba e debocha dos seus sonhos.

Mas o amadurecimento não tira uma coisa: a fé. Pois é na fé que tiramos o pouco de fôlego e força de vontade pra tentar chegar onde nosso coração deseja.

E cara.. Como é difícil ter fé em alguns momentos. Ainda mais quando você acha que o mundo pode ser injusto.

Mas sigo tentando e buscando o meu lugar ao Sol..


Imagem de book, Dream, and girl

Precisei ler uns 3 textos meus de 4 anos atrás pra ver o quanto mudei e o quanto o “ser adulto” pode nos tirar o que é de bom nosso.

Era sonhadora, era doce, era decidida e persistente.

Hoje sou insegura, mais confusa e muito mais preguiçosa.

O que aconteceu comigo nesses últimos 4 anos?

Cadê aquela sonhadora de antes?

Não é porque enfim estou vivendo meu conto de fadas amoroso que tenho que me perder das coisas que sou e de quem sou!!

Cadê eu??

Deve estar perdida nos afazeres, dividas, trabalhos e uma nova vida que não é a que eu quero, mas não porque é ruim, mas é porque ainda não me achei nela.

Entretanto, já diziam os psicólogos. O primeiro passo para a mudança, é a percepção do que te incomoda, dai vem a aceitação e enfim você começa a mudar.


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No fundo, eu bem sabia que esse seria um ano muito difícil na minha vida, muito difícil meeeeesmo. E nem vou ficar falando “olha, mais foi mais do que o imaginado”, mentira, porque eu sabia que teria que enfrentar várias barras.

E mesmo chorosa, com medo, e posso até dizer que, um pouco desacreditada, eu posso dizer com todas as letras que PASSEI, SOBREVIVI, CONSEGUI, JÁ ERA.

Como todo ano na nossa vida, o próximo será de renovações, mas não aquelas de começo de ano que você promete emagrecer, aprender uma nova língua ou enfim se declarar pro crush. É aquele ano de MAIS renovações pessoais, mais desafios, mais escolhas pra tomar e mais diversidades encontrar.

Agradeço imensamente por tudo que vivi, desde aquele roubo na minha conta (sim, gente, roubaram a minha conta), até a queda da gata (que me custou vários rins) e a quebra do banheiro de casa (custou os rins de pessoas que trafiquei – ZUEIRA), porque apesar do medo de poder viver isso de novo, no fundo do meu coração cheio de buraquinhos, eu sei que não passarei por isso de novo porque aprendi a lidar com tudo isso.

Aprendi a observar melhor, conversar melhor, desabafar, cuidar das coisas e principalmente, aprendi a respeitar o espaço do outro.

Esse ano foi uma barra mesmo, porque além de ser o primeiro ano longe de casa, aprendi a morar com quem eu amo, e olha, não é fácil, a convivência é muito diferente do que se imagina, mas foi ótimo porque aprendi a ver o jeito, defeitos e principalmente valorizar as qualidades que são muitas, pra poder cada dia mais fazer o melhor e o impossível para tudo ficar bem.

Aprendi a calar a boca na hora que precisa calar, abrir a boca pra dar um chacoalhão e acolher nos momentos difíceis e nos fáceis também, porque carinho não se mede, carinho e amor são as coisas mais puras do coração e devem ser distribuídas a rodo. Rsrs

Agradeça a esse ano você também, foi difícil pra todos, mas enfim passamos, e podemos vir muito mais maduros para o próximo e com certeza muito mais leves, porque já temos bagagem suficientes pra dizer “OLHA, ja passei por isso e uufa, superei”.

sdfcs

Feliz 2016

PS: Vinicius, desculpa as ansiedades e medos. Eu te amo e quero passar mais e mais anos novos com você.


largeEu não sei porque eu fico nessa luta desesperadora de querer ser sempre a melhor em tudo, o destaque e a pessoa influente, mas sempre me frustro porque estou “na média” das coisas.

Mas não que isso seja negativo, porque o parâmetro de relevância é muito relativo. O bom numa teoria, as vezes não é tão bom assim na prática. Mas no meu caso, sinto que preciso aceitar em ser apenas…..

Nem existe palavra pra descrever, porque a minha vida inteira eu nunca fui a “completa e irritante sabichona” like Hermione Granger, mas sabe quando você tem um valor fundamental nas coisas? Como se as pessoas ao perceber a ação, ato, circunstancia, sei la que raios, olham pra você falam “Muito obrigada, você ajudou muito”, “você é competente”.

“Não existe alguém como você”…

Acho que é isso.. Não adianta pensar em parâmetros de genialidade se eu sou uma parcela avulsa de coisas boas que agregam as pessoas. Mas ainda sim, é muito difícil não comparar com os outros.

Só que a minha vida é completamente diferente da dos outros, meu histórico é diferente, minhas experiências são diferentes, até MINHA IDADE é diferente…

Estou no primeiro ano de faculdade com 23 anos.. Não parece, mas é! E existem pessoas ao meu redor com 18 anos.. Uma puta diferença de vivencia de vida que ninguém nunca pode comparar.

Então acho que é isso.. Pra que pensar em ser boa, em ser reconhecida por fatos sendo que posso simplesmente ser única do meu jeito?


O ruim de ficar muito tempo sem escrever, é que as coisas começam a acumular na sua cabeça e você não sabe o que seria de mais relevante para desabafar ou compartilhar.

Esses últimos 15 dias, ou melhor, esses últimos 3 meses foram muito intensos para mim. Não sei se foi pela faculdade, pela vida nova fora de casa, por morar com namorado e amigos, por ter que arcar com tudo sozinha, ou simplesmente por não saber como lidar com a…. liberdade!

Sei lá…
Saber que não precisa de dar satisfação, ir para onde quer, tomar o que quer, andar como quer…. Por mais tentador e “legal” que pareça ser, é estranho.

Deve ser porque desde que me conheço por gente, sempre fui aquela menininha que dependia da mãe para tudo, perguntava para mãe, ligava para mãe, só saia se a mãe deixasse e só gastava com o que a mãe quisesse…  Não que tenha sido algo negativo, NÃO, me tornei uma pessoa ciente das coisas por causa desses cortes.

Mas será que não estou com medo da vida? Esses medos de não saber viver?

Viver com os pais te dá uma sensação de apoio constante né, de que se algo der errado, tem com o que arrumar, mas e sozinha, vc tem o que?

Ééééé… Ninguém disse que crescer era fácil, mas vamos em frente, porque como diz meu colega Carlão “para trás nem pra dar impulso”, o jeito é erguer a cabeça e continuar a luta.

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Uma confusão de pensamentos, junto com a confusão da vida alinhada com a frustração de 2014.  Ano que conseguiu ser péssimo até onde nem deveria sonhar ser, alimentando meu ódio até o último segundo, por pura falta de respiração.

Confusão tão grande, que até me impedia de começar a escrever, porque a mistura de sensações ruins e um resquício de esperança, me embananava a mente e me impedia de desabafar e utilizar essa “penseira”.

Ainda nem sei o que esperar desse ano… Alguns resquícios do último, com muitos problemas a resolver, muita dor para sentir, muito ódio carregado, mas ainda sim uma esperança la no fundo de dias melhores, e claro, a sensação de aprendizado do que passou. Mesmo apanhando, ainda consegui sobreviver…

Novas chances vêm ai, seja a chance de finalmente ingressar numa faculdade e mudar de vida, seja mudar minha rotina mais uma vez para tentar de novo, mas agora com a sabedoria dos meus limites, perspectivas de erros e finalmente uma respiração para seguir em frente.

Falando em respiração, foi justamente ela que não senti durante o último ano, parecia tudo corrido, não ouvia, não sentia, não vivia… Tudo foi, como um furacão! Pesado, rápido e que deixou muito estrago.

Graças a Deus, tenho a sabedoria de olhar pra trás e reconhecer meus erros e teimosias, porque só elas que me fizeram chegar em patamares jamais alcançados. Graças a Deus, hoje detecto o que me atrapalhou e como posso correr olhando pra frente, sem perder as esperanças e as energias.

Creio que tudo isso que ainda me atrapalha, é a falta de disciplina de acordar firme, arregaçar as mangas e voltar a ter a determinação que sempre tive e ainda tem lá no fundo do meu peito.

Determinação, garra, força de vontade, carinho, amor, amizade… Qualidades que sempre tive, mas fui perdendo aos poucos pelo cansaço, por extrapolar limites e por puro descuido.

Se me arrependo? Claro! Poderia ter feito tudo melhor, poderia ter feito tudo BEM feito, mas já passou, e não me resta mais choramingar. Me resta ter esperanças de dias melhores.

E por um acaso da vida, arrumando minhas músicas, me lembrei da FANTASTICA Florence And The Machine com a sua “Dog Days Are Over”, porque sempre temos os nossos dias de cão, mas com fé.. Eles vão passar!

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