Penseira: Bacia de pedra rasa, com entalhes estranhos na borda, runas e símbolos. É um recipiente que serve para guardar pensamentos os quais ocupam muito espaço na cabeça de alguém.

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23-01-2018

Tudo acontece no tempo de Deus. Basta você acreditar e estar na vibração certa.

Desde que Lu Andrade apareceu no Popstar pela primeira vez, já fui encantada por sua voz e pelo seu carisma e conforme foi evoluindo nas fases, fui conhecendo uma cantora e pessoa de muita luz e autenticidade. Ela sempre foi a mais louca da casa e adorava isso nela.

Enfim, ela foi escolhida, deu no que deu e eu era muito fã do Rouge. Tão fã que na escola, eu fazia “shows” delas em que eu era a Lu (NINGUÉM PODIA TIRAR ISSO DE MIM) e “vendíamos” os ingressos (feitos de papelzinho) para os nossos  colegas de classe.

Porém, sua saída no grupo foi um baque muito grande na minha infância, pois quem eu mais admirava ia parar de cantar com as meninas que tanto admirava e a revolta foi tamanha, que não conseguia ouvir os demais CDs e muito menos acompanhar a carreira das meninas.

No retorno de 2015, não senti que havia sido um retorno real, pois sentia que faltava um grande pedaço. O pedaço mais importante pra mim e da mesma forma que foi em sua saída, não consegui sentir a mesma magia de antes.

Como disse nos posts anteriores, a vida me levou a um caminho de monotonia então não tinha mais sonhos singelos e mesmo quando pensava em algum, me boicotava dizendo a mim mesma que nunca iriam acontecer porque já passou o tempo. Mas a magia voltou no momento que eu vi a Lu com as meninas… O quebra cabeça estava completo e eu precisava ver essa mulher.

Tentei o que foi ao meu alcance.. Conheci pessoas, atazanei outras, passei madrugadas revivendo meus sentimentos, até no dia 22 de Janeiro de 2018, o Universo me mandou o sinal certo que precisava pra poder enfim realizar um sonho profundo do coração.

Descobri, completamente sozinha onde ela estava e resolvi ir no dia seguinte lá com meu amigo Renan (que por uma ironia do destino, tinha folga justamente nesse dia). Fomos, com muita ansiedade, muita esperança, mas muito medo de não dar certo, porém com o coração em paz pela tentativa.

Ficamos umas boas horas esperando, com o coração apertado na insegurança de ser ou não o dia mais importante das nossas vidas, até que um carro vira a esquina e Renan grita “São elas”…

Quando vi Luciana dentro daquele carro, com rostinho cansado, mas olhando a paisagem, só tremia e pensava se aquilo era real, mas ao mesmo tempo me reafirmava que era real e que era pra ser e eu estava ali.

As outras desceram do carro e foram falar com o pessoal que estava lá e enquanto isso, eu só olhei e esperei com as minhas mãos cheia de coisas: um brinco de presente, caneta e papel para autografo, o abadá dela e o coração explodindo de sensações. E para não fazer nenhuma besteira, me contive e só a olhei descendo do carro e abraçando os colegas, me perguntando e me respondendo se ela estava mesmo ali.

Quando ela veio até mim, eu mentalizei toda a energia boa e toda luz do universo e me entreguei naquele abraço que foi tímido, mas muito sincero pela espera de mais de 15 anos por esse momento. E foi então que me calei por alguns segundos..

Tentei falar sobre minha admiração, mas não consegui.. Olhei para o céu, respirei fundo e ela, com aqueles olhos cansados, mas com toda paciência do mundo, me ouviu falar sobre minha admiração por ela e agradecia.

Entreguei minha lembrancinha e logo de cara ela foi firme em falar que não precisava, mas eu não tinha como chegar até ela sem deixar um pedacinho de mim, e foi então que ela abriu e agradeceu de uma forma tão doce, que me preencheu a alma. Leu o recadinho singelo que escrevi (Uma flor para uma flor. Com carinho, Tamires) e agradeceu olhando para o presente de forma calma e doce. Até que olhou pra mim e perguntou se poderia já usar.. Mas é claro né. Eu achando que ela levaria para casa e guardaria.. Não, justo nesse dia, ela estava sem brinco e pediu pra já colocá-lo. Que carinho!!

Foi então que no meio do turbilhão de sensações, pedi a ela que assinasse meu calendário e ela abatida pelo cansaço, perguntou “mas primeiro me diz o seu nome né?”. Me apresentei, discutimos a grafia do meu nome (porque virginiana gosta de fazer tudo certinho) e ela assinou com todo o carinho, amor e atenção enquanto eu estava ofegante e tentando controlar minha emoção para não estragar o momento.

Meu amigo, por sua vez, reparou na minha falta de reação e pediu que tiramos nossa foto, já que eu estava tão perdida que nem consegui administrar a situação. Foi então que registramos.. Mas ainda sim , nosso momento não tinha acabado (GRAÇAS A DEUS). Foi então que consegui contar toda minha história para ela, toda a minha admiração, como era na escola, como tentei conhece-la por intermédio da Karol (a outra tia da Bia – sobrinha dela), pedi desculpas pelo excesso de mensagens no inbox, pelos e-mails e até tentei faze-la lembrar do Feliz Natal que ela me enviou, mas ela deve ter feito isso tantas vezes que não se lembrou, além do cansaço que a impedia de pensar muito sobre uma memória dessas.

Então agradeci pelo retorno ao grupo, agradeci pela sua persistência e pela escolha de poder voltar, além de parabenizar pela música “Amanheceu” que apesar de ser feita para o seu pai, também me toca quando lembro do meu. E nessa hora, minha voz quis embargar, mas me segurei, enquanto ela lembrava com carinho da letra e olhava para o meu presente.

Foi então que aconteceu o momento mais simples e mais encantador daquele momento, que guardarei com todo o carinho do mundo pelo resto da minha vida…

Ela falou que ia precisar entrar para o ensaio e começou a se despedir dizendo que estava cansada e que ainda tinha mais um round a cumprir. Com isso, desejei um bom ensaio e disse que entendia o seu lado de artista porque eu sou artista também e sei o quanto é puxada a rotina pré-estreia. Aproveitei para agradecer o esforço que ela estava fazendo e desejei tudo de melhor pra ela neste período porque ela merece depois de tanto sacrifício e ainda complementei dizendo que eu e meu amigo Renan dançávamos juntos, então entendíamos tudo o que elas estavam passando, e que estávamos vivendo nosso “hiato” artístico e essa volta delas representava muito para nós como uma chama de esperança para a retomada dos nossos próprios sonhos.

Ela, com toda a sua graça e doçura agradeceu e disse pra nós não perdermos a esperança, porque uma hora voltaríamos sim, era só ter fé e confiar que nosso momento ia chegar…

Assim, agradeci mais uma vez o carinho e as belas palavras dela, desejando o melhor possível na turnê e na carreira das meninas enfatizando que elas mereciam tudo que a vida tem trazido e muito mais. Luciana, ficou bem emocionada e agradeceu profundamente dizendo que é muito bom receber esse tipo de carinho. Com isso, no abraçamos mais uma vez e pude sentir mais ainda seu carinho misturado com o cansaço, mas com a certeza de que ali, eu já era uma outra pessoa.

Ela foi e eu fiquei processando aquele momento mágico que vivi conversando a Aline, que também é de uma energia revigorante e que preenche a alma de alegria.

Ela me fez lembrar de uma outra amiga minha, a Jennifer Alves (que também está arrasando com uma confecção de biquínis chamada “Use Sereiando”) e me fez sentir que por mais que a gente admire, elas transmitem essa paz e essa energia, simplesmente por serem elas mesmas, por se aceitarem como são, por olharem a vida com leveza, com amor e com perdão.

E nossa… Como fiquei encantada…
Eu não conseguia conter meu sorriso solto e minha vontade era de sentar no chão e relembrar cada segundo ali mesmo, no meio da rua.. Sentir aquele cheirinho de bebe, ouvir aquela voz suave e meiga e poder abraça-la e cuidar dela como se ela fosse um cristal que não pode pisar no chão de tão preciosa.

Mas a mensagem real que quero deixar, é que NUNCA deixem de sonhar e tenham FÉ em Deus, pois quando você crê, ele coloca o inimaginável na sua frente e te proporciona momentos inesquecíveis.

Pra mim foi muito além do abraço da Lu, da conversa e de uma foto, meu momento com ela, foi Deus dizendo através de sua voz, que minha missão ainda não terminou… Que eu ainda tenho algo a oferecer com a minha arte, com a minha paixão, com a minha dança, é só crer nEle que eu volto.

E relembrando esse momento, é possível sentir o teu amor e uma fé inabalável, além da certeza de que todas as decisões que sofri muito para tomar, serão para um bem maior no futuro, assim como foi pra ela. Porque eu realmente acredito e senti a dor de quando ela precisou sair do grupo, mas a vida proporcionou o momento certo para que esse retorno acontecesse, só bastava ela crer e hoje, eu creio!

 

Lu Andrade, obrigada por ser a LU-z da minha vida! Amo você! ❤

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O ruim de ficar muito tempo sem escrever, é que as coisas começam a acumular na sua cabeça e você não sabe o que seria de mais relevante para desabafar ou compartilhar.

Esses últimos 15 dias, ou melhor, esses últimos 3 meses foram muito intensos para mim. Não sei se foi pela faculdade, pela vida nova fora de casa, por morar com namorado e amigos, por ter que arcar com tudo sozinha, ou simplesmente por não saber como lidar com a…. liberdade!

Sei lá…
Saber que não precisa de dar satisfação, ir para onde quer, tomar o que quer, andar como quer…. Por mais tentador e “legal” que pareça ser, é estranho.

Deve ser porque desde que me conheço por gente, sempre fui aquela menininha que dependia da mãe para tudo, perguntava para mãe, ligava para mãe, só saia se a mãe deixasse e só gastava com o que a mãe quisesse…  Não que tenha sido algo negativo, NÃO, me tornei uma pessoa ciente das coisas por causa desses cortes.

Mas será que não estou com medo da vida? Esses medos de não saber viver?

Viver com os pais te dá uma sensação de apoio constante né, de que se algo der errado, tem com o que arrumar, mas e sozinha, vc tem o que?

Ééééé… Ninguém disse que crescer era fácil, mas vamos em frente, porque como diz meu colega Carlão “para trás nem pra dar impulso”, o jeito é erguer a cabeça e continuar a luta.

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Esse ano está sendo um ano de muita análise dos meus erros e acertos ao longo dessa chamada “idade adulta”, e me peguei pensando se de fato já estou nela, ou ainda sou apenas uma adolescente louca que não cresceu..
Sei que gostar de desenhos, jogos, Disney e Harry Potter é algo que não tem idade, mas até onde vai essa ligação com o recreativo e infantil?
Será por conta das alunas ou pelo fato de não aceitar que cresci e preciso lidar com problemas pelo resto da vida?
Sou muito insegura, admito, e o que me faz regredir e pensar demais antes de fazer algo é por conta do que os outros falam… Tem muitas pessoas que acreditam demais em mim, mas as vezes não sei se é por de fato acreditar, ou por querer me ver no chão, até porque analisando minha vida até agora, já conquistei muita coisa excelente, mas nem eu mesmo acredito, então quando me falam “nossa, vai fundo porque vc pode” fico me sentindo pequena.
Ai nisso, creio que acabo descontando nas coisas da infância, porque como não curti como uma pessoa normal, quero esconder meus dotes através dessa infância perdida.
Mas quando será que eu vou acordar e ver que sou uma pessoa boa e inteligente pra conquistar o que eu quero?
Quando a Hermione Granger/ Bela vai resolver encarar as horcruxes/Fera da vida?
Até quando vou ficar nessa de “Aaaaahh que isso, não sou nada, é por causa do tempo”, “é porque tive sorte”, “não, mas é que nesse dia eu tava com X”, de desculpinhas bobas pra um talento que no fundo sei que tenho e não acredito?
Quero acreditar que sou boa sim é que posso ser excelente, mas se não partir de mim, nunca acreditarei!


Acho que já sofri tanto por antecipação, por descrença e falta de confiança que não admito ver pessoas perdendo sua felicidade por isso.

As preocupações são importantes, precisamos fazer certas coisas sim, mas pra quê se colocar pra baixo com alguns fatos que depois que passar, você vai rir de si mesmo?

Quero a vida leve, sem pressão, sem cobrança DESNECESSÁRIA (que fique bem claro o “desnecessário”, porque é fato que a cobrança existe em todo e qualquer lugar, mas cabe a você perceber o que é realmente relevante) e mais leve. Leveza… Como uma brisa…

Para uns, uma ventania, para outros aquilo que refresca. Quem corre, sente o frio, o incomodo e algo que te empurra pra trás, quem anda tranquilo, sente a brisa, curte a paisagem e conclui o que precisa fazer sem precisar se precipitar.

Sei que temos prazos, mas precisamos confiar na nossa capacidade de realização das coisas, porque se aquilo foi para nós, eles sabem que daremos conta, só nós que não acreditamos.

Tanta gente com p#$# potencial, e não vê, não nota que pode tanto. Fica preso na preocupação, na insegurança… Dá raiva de ver, porque eu sei como é, e sei como é mais frustrante ver que aquilo que você achava que era o fim do mundo, no fundo nem era tão preocupante assim, bastava ter fé.

Falta fé nas pessoas. Pensamento derrotista esta muito predominante e como isso é chato de se ver… tumblr_mazhxwxXad1ruqnkqo1_500



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