Penseira: Bacia de pedra rasa, com entalhes estranhos na borda, runas e símbolos. É um recipiente que serve para guardar pensamentos os quais ocupam muito espaço na cabeça de alguém.

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Imagem de anxiety, charlie brown, and quoteDifícil escrever sobre ansiedade, mas garanto que é mais difícil ainda lidar com ela.

Não quero parecer melodramática, mas tenho uma história de vida um pouco conturbada, mas que tento não transparecer, primeiro para não parecer a coitada, e segundo que hoje sou minha melhor versão, então não preciso remoer o que se passou na minha vida sempre.

Mas sou de uma família que possui um início bem difícil, pois meu pai se casou com a mãe da minha irmã com apenas 17 anos, por conta da gravidez por acidente da minha própria irmã. Isso os levou a tentar uma vida “digna” em SP, mas 4 anos depois, em meio a uma gravidez de risco, a mãe da minha irmã morreu e meses depois meu irmão Eduardo faleceu tbm, deixando meu pai e minha irmã (com 4 anos) sozinhos em SP.

Passados alguns perrengues de vida, meu pai conseguiu com muito custo criar minha irmã e tentar mostrar que a vida pode melhorar se você correr atrás dos seus sonhos e tiver um ombro amigo para ajudar. Minha irmã com menos de 6 anos já mostrou pro meu pai que o amor é maior do que todos os problemas.

Depois disso, meu pai conheceu minha mãe e juntos eles construíram a “fortaleza” que vivo hoje, com muita dedicação, trabalho, muito pão com ovo no Natal e Ano Novo e foram construindo o espaço deles e nos ensinando que a gente consegue as coisas com trabalho, dedicação e muitas vezes com privação das coisas.

Para nossa infelicidade, o buraco era muito mais embaixo e meu pai acabou falecendo com 49 anos. Eu, na época tinha 13 anos e minha irmã 20, e foi o maior baque que sofri na vida, pois aparentemente era tudo lindo, e éramos uma família feliz, mas as mágoas do passado iam corroendo meu pai.

Foi daí que percebi que nada é para sempre e que precisamos dar valor a nossa vida mais do que qualquer trabalho. Demorei muito para chorar com a perda dele, e até hoje me pergunto se sofri o luto de verdade, pois me descobri inacreditada da situação.

A partir disso, comecei a me descobrir como pessoa, como menina e meu papel na vida das pessoas ao meu redor. Engordei, emagreci, me formei como bailarina, me descobri como profissional, mas com o término do meu primeiro namoro, foi que percebi que não era tão forte como minha mãe sempre me ensinou a ser…

Descobri que tinha falhas, que não poderia ser perfeita sempre e, com isso, desenvolvi urticária nervosa aos 16 anos…

Foi o pior período que passei na minha vida inteira que não consigo nem explicar a sensação. Apenas pensava o quanto eu era horrível, o quanto me sentia feia e no quanto isso assustava a mim e as pessoas ao meu redor. Porque acordar com o rosto tão inchado a ponto dos olhos não abrirem, não era fácil. E tentar transparecer tranquilidade as suas alunas, sabendo que elas estavam assustadas com o seu rosto e o seu corpo, foi um momento de muita dor física e psicológica.

Tentei por anos buscar tratamento médico para isso, mas nada adiantava, e foi daí que encontrei o meu ponto crucial, o divisor de águas… A ansiedade!

Descobri que todo aquele “pipoco” na minha pele era pura ansiedade, e daí iniciei um grande processo solitário e interno de busca pessoal para controle da mesma. Mas, como nem tudo são rosas, acabei entrando em outro capitulo nebuloso na minha vida: relacionamento abusivo.

Nessa busca pessoal de controle de ansiedade, acabei me atraindo ao um relacionamento completamente abusivo, que como todos dizem e eu reafirmo, é o pior para se descobrir e se livrar.

O cara escondeu o nosso relacionamento para a família e o círculo de amizades dele por meses. Me obrigava e me vestir e me portar do jeito que ele achava que deveria ser, e não tolerava menos que aquilo com todo aquele apelo emocional de que era para o meu bem e que não queria me ver mal. Gastei dinheiro, mudei cabelo, passei noites em locais estranhos sem avisar minha mãe e preocupando minha irmã, tudo isso porque o cara dizia que me amava.

Fiquei nessa por 8 longos meses e como foi ruim… Nossa!! Se perder e perder pessoas queridas por uma atitude dessas foi totalmente humilhante, e até hoje sinto que perdi muito da minha vida nisso tudo.

Claro que depois de enfim ter coragem de sair dessa as coisas melhoraram, mas diante de toda essa história maluca, só tenho uma coisa a dizer: não digam que ansiedade é frescura, porque não é.

Mesmo depois de ter ciência de que as piores coisas da minha vida já passaram, ainda sinto medo e ânsia do futuro. Ainda tenho picos de vontade de largar tudo e ver o que a vida me traz e como isso é ruim!!

Não desejo ansiedade a ninguém, porque ela mata!! Ansiedade e magoa, mata!! Meu pai foi prova disso e desejo do fundo do coração que quem esteja lendo isso, tenha compaixão quando alguém ao redor disser que está ansioso.

Não to aqui para fazer drama para ninguém, estou aqui pra alertar e expor que isso não é frescura, isso dói, isso machuca você e machuca as pessoas ao redor. Vamos tentar lidar com isso e abraçar os amigos, seja com palavras bonitas ou simplesmente com um abraço.

Já dizia um mentor meu “Pessoas precisam de pessoas” e por mais egoísta que o mundo esteja no momento, se cada um ajudar um pouquinho, mas um pouquinho mesmo. Um ato simples de compaixão e amor sincero, já ajuda demais todo mundo.

Irônico fazer esse post em pleno domingo de parada LGBT, mas isso me inspirou que precisamos viver e conviver com a diversidade, seja afetiva, seja social.

Viva a diversidade e a maturidade de saber respeitar essas diferenças!


Imagem de book, Dream, and girl

Precisei ler uns 3 textos meus de 4 anos atrás pra ver o quanto mudei e o quanto o “ser adulto” pode nos tirar o que é de bom nosso.

Era sonhadora, era doce, era decidida e persistente.

Hoje sou insegura, mais confusa e muito mais preguiçosa.

O que aconteceu comigo nesses últimos 4 anos?

Cadê aquela sonhadora de antes?

Não é porque enfim estou vivendo meu conto de fadas amoroso que tenho que me perder das coisas que sou e de quem sou!!

Cadê eu??

Deve estar perdida nos afazeres, dividas, trabalhos e uma nova vida que não é a que eu quero, mas não porque é ruim, mas é porque ainda não me achei nela.

Entretanto, já diziam os psicólogos. O primeiro passo para a mudança, é a percepção do que te incomoda, dai vem a aceitação e enfim você começa a mudar.


Demorei um tempo pra entender todos os sentimentos que estão se passando dentro de mim nestes Jogos Olímpicos do Rio 2016, mas acho que só depois de ouvir o nosso grande hino nacional na Medalha de Ouro do vôlei foi que toda a emoção acumulada tomou conta de mim..

Emoção de poder ter ido conferir com todo o medo de não dar conta por causa do ano passado, emoção de ter feito parte da torcida que os conduziu a essa final quando assisti Brasil e Argentina nas Quartas de Final, emoção de sentir a vibração do meu namorado recém formado, desacreditado da profissão e da carreira frente a tantas dificuldades a grande emoção de poderá fazer parte desse sonho de viver uma competição olímpica no quintal de casa.. Cidade Maravilhosa.. Bênção do Cristo Redentor!

Me faltam palavras de tanta emoção..

Só consigo chorar e acreditar que a sementinha foi plantada e com fé em Deus, no esporte e na minha profissão, o esporte mudará mais vidas do que daqueles que ali competiam..

Vidas como de Rafaela Silva que aprendeu seu esporte na favela, dos meninos da ginastica que já tiraram dinheiro do bolso pra pagar os custos do esporte e tantos outros exemplos..

Mas sem esquecer das dificuldades que gente como a seleção feminina de futebol enfrenta como a falta de apoio e financiamento que só é investido no futebol masculino. Não sou ninguém para desmerecer o trabalho deles, mas existem muitas potencias e belezas que nosso pais não vê e não conhece e meu papel como futura Profissional de Educa é estampar esses talentos na cara do brasileiro pra gente vibrar, cantar, festejar e apoiar seja ele da nosso pais, ou um companheiro refugiado!

Viva o esporte!

Viva ao Brasil!

Viva as Olimpíadas!

Viva ao nosso mundão!

Porque já bem diz o slogan desse jogos: “Um novo mundo” e é isso que espero para os meus sobrinhos, filhos, netos..

Juntos somos um. Juntos somos o time Brasil!!


largeEu não sei porque eu fico nessa luta desesperadora de querer ser sempre a melhor em tudo, o destaque e a pessoa influente, mas sempre me frustro porque estou “na média” das coisas.

Mas não que isso seja negativo, porque o parâmetro de relevância é muito relativo. O bom numa teoria, as vezes não é tão bom assim na prática. Mas no meu caso, sinto que preciso aceitar em ser apenas…..

Nem existe palavra pra descrever, porque a minha vida inteira eu nunca fui a “completa e irritante sabichona” like Hermione Granger, mas sabe quando você tem um valor fundamental nas coisas? Como se as pessoas ao perceber a ação, ato, circunstancia, sei la que raios, olham pra você falam “Muito obrigada, você ajudou muito”, “você é competente”.

“Não existe alguém como você”…

Acho que é isso.. Não adianta pensar em parâmetros de genialidade se eu sou uma parcela avulsa de coisas boas que agregam as pessoas. Mas ainda sim, é muito difícil não comparar com os outros.

Só que a minha vida é completamente diferente da dos outros, meu histórico é diferente, minhas experiências são diferentes, até MINHA IDADE é diferente…

Estou no primeiro ano de faculdade com 23 anos.. Não parece, mas é! E existem pessoas ao meu redor com 18 anos.. Uma puta diferença de vivencia de vida que ninguém nunca pode comparar.

Então acho que é isso.. Pra que pensar em ser boa, em ser reconhecida por fatos sendo que posso simplesmente ser única do meu jeito?


Uma confusão de pensamentos, junto com a confusão da vida alinhada com a frustração de 2014.  Ano que conseguiu ser péssimo até onde nem deveria sonhar ser, alimentando meu ódio até o último segundo, por pura falta de respiração.

Confusão tão grande, que até me impedia de começar a escrever, porque a mistura de sensações ruins e um resquício de esperança, me embananava a mente e me impedia de desabafar e utilizar essa “penseira”.

Ainda nem sei o que esperar desse ano… Alguns resquícios do último, com muitos problemas a resolver, muita dor para sentir, muito ódio carregado, mas ainda sim uma esperança la no fundo de dias melhores, e claro, a sensação de aprendizado do que passou. Mesmo apanhando, ainda consegui sobreviver…

Novas chances vêm ai, seja a chance de finalmente ingressar numa faculdade e mudar de vida, seja mudar minha rotina mais uma vez para tentar de novo, mas agora com a sabedoria dos meus limites, perspectivas de erros e finalmente uma respiração para seguir em frente.

Falando em respiração, foi justamente ela que não senti durante o último ano, parecia tudo corrido, não ouvia, não sentia, não vivia… Tudo foi, como um furacão! Pesado, rápido e que deixou muito estrago.

Graças a Deus, tenho a sabedoria de olhar pra trás e reconhecer meus erros e teimosias, porque só elas que me fizeram chegar em patamares jamais alcançados. Graças a Deus, hoje detecto o que me atrapalhou e como posso correr olhando pra frente, sem perder as esperanças e as energias.

Creio que tudo isso que ainda me atrapalha, é a falta de disciplina de acordar firme, arregaçar as mangas e voltar a ter a determinação que sempre tive e ainda tem lá no fundo do meu peito.

Determinação, garra, força de vontade, carinho, amor, amizade… Qualidades que sempre tive, mas fui perdendo aos poucos pelo cansaço, por extrapolar limites e por puro descuido.

Se me arrependo? Claro! Poderia ter feito tudo melhor, poderia ter feito tudo BEM feito, mas já passou, e não me resta mais choramingar. Me resta ter esperanças de dias melhores.

E por um acaso da vida, arrumando minhas músicas, me lembrei da FANTASTICA Florence And The Machine com a sua “Dog Days Are Over”, porque sempre temos os nossos dias de cão, mas com fé.. Eles vão passar!

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E amanhã é como se estivesse saindo das férias, saindo da fadiga, cansaço e preocupação com o que é vazio.
Amanhã é meu ano novo de novo, e nem tem data comemorativa, mas quero sentir que amanhã é um novo recomeço, mais uma vez, da vida que mereço ter com tranquilidade.
Não quero mais pressão, não quero pensamentos negativos, nem reclamar que “não dá tempo”.
Quero fazer acontecer o que falta acontecer pra esse ano, sem desculpas e mimimis.
Que venha meu segundo semestre com muitos sorrisos, alivios e organização, principalmente MENTAL!

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Acho que já sofri tanto por antecipação, por descrença e falta de confiança que não admito ver pessoas perdendo sua felicidade por isso.

As preocupações são importantes, precisamos fazer certas coisas sim, mas pra quê se colocar pra baixo com alguns fatos que depois que passar, você vai rir de si mesmo?

Quero a vida leve, sem pressão, sem cobrança DESNECESSÁRIA (que fique bem claro o “desnecessário”, porque é fato que a cobrança existe em todo e qualquer lugar, mas cabe a você perceber o que é realmente relevante) e mais leve. Leveza… Como uma brisa…

Para uns, uma ventania, para outros aquilo que refresca. Quem corre, sente o frio, o incomodo e algo que te empurra pra trás, quem anda tranquilo, sente a brisa, curte a paisagem e conclui o que precisa fazer sem precisar se precipitar.

Sei que temos prazos, mas precisamos confiar na nossa capacidade de realização das coisas, porque se aquilo foi para nós, eles sabem que daremos conta, só nós que não acreditamos.

Tanta gente com p#$# potencial, e não vê, não nota que pode tanto. Fica preso na preocupação, na insegurança… Dá raiva de ver, porque eu sei como é, e sei como é mais frustrante ver que aquilo que você achava que era o fim do mundo, no fundo nem era tão preocupante assim, bastava ter fé.

Falta fé nas pessoas. Pensamento derrotista esta muito predominante e como isso é chato de se ver… tumblr_mazhxwxXad1ruqnkqo1_500



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