Penseira: Bacia de pedra rasa, com entalhes estranhos na borda, runas e símbolos. É um recipiente que serve para guardar pensamentos os quais ocupam muito espaço na cabeça de alguém.

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A gente respondeu pelo hábito que ta tudo bem, mas na real não tá não..

Estou na reta final de um diploma e não vejo a hora desse pesadelo terminar. Uns dizem que a faculdade é o melhor momento da vida, mas me desculpem sair da curva, porque pra mim esta sendo o período mais infernal da minha existência..

Teve banheiro quebrado, gata machucada, prejuízos no banco, fiação elétrica destruída, muitos fins de semana de raiva, muitos trabalhos, pouco sono e péssima qualidade de vida.. Mas como diz Ed Sheeran em sua musica The A Team: “as coisas ruins da vida, vem de graça pra nós” e parece que estou com a cereja do bolo desse inferno..

Como não estou morando na minha cidade natal, recebo um auxilio permanência da faculdade pra ajudar a pagar os custos como alimentação, moradia e transporte e bem agora, faltando menos de 1 ano pra me formar.. eis que essa minha bolsa foi cortada e preciso me virar ONE MORE TIME…

Eu preciso admitir que estou cansada.. Estou esgotada.. Estou sensível e principalmente.. Estou com medo!

Medo de não conseguir dar conta de terminar por, justamente, precisar me desdobrar pra ganhar dinheiro pra me manter aqui..

Medo de não ter cabeça pra terminar e ter que estender minha graduação..

Medo de não conseguir dar continuidade nas coisas que desejo..

São tantos medos que me escondo das coisas.. Me escondo atrás de comida, não quero treinar, só quero dormir quando posso e só procrastino!

Mas essas incertezas e inseguranças dessa vez me fragilizaram muito e todos os dias estou me perguntando o que tenho que fazer pra poder aguentar..

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… honestamente… Bem singelo!

Meu maiores sonhos hoje, são simplesmente uma vida minimamente sossegada. Onde eu tenha reconhecimento do meu trabalho, mas muito trabalho também, o possível de estabilidade financeira pra poder ter uma vida digna e espaço pra viver uma vida leve.

Quero me ver no futuro, com uma casa ou apartamento que simplesmente tenha uma varanda e uma rede, porque nos domingos, quando eu sentar pra pensar na semana e na vida, eu possa ter um mínimo de vento leve batendo no rosto nessa varanda.

Mas não quero só essa leveza toda, quero trabalho também! Quero poder fazer um bom trabalho naquilo que amo, e dando tudo de mim pra poder entregar ao público um bom serviço e a consequência, será um salário decente.

Quero poder viajar, mesmo que a trabalho, pra poder cruzar informações, cruzar fronteias do conhecimento, mas também conhecer culturas e opiniões diferentes da minha que me ajudarão a me compor uma pessoa vivida.

Quero poder espalhar o que sei e aprimorar sempre, porque acredito que um bom profissional nunca para, sempre estuda e sempre tem dúvidas de tudo e sobre tudo, com sede de conhecimento e muita curiosidade.

Quero poder sorrir o máximo possível, e nos momentos sérios, ter a frieza e sensatez para não cair na vibe ruim e saber levantar de modo digno quando as coisas saírem do controle (porque elas sempre saem e sempre irão sair, senão a vida seria monótona demais).

E mesmo com todo o trabalho e todo o momento de paz, quero estar com quem eu amo e que essas pessoas que eu amo, estejam felizes também, porque felicidade boa, é felicidade compartilhada.

 

No fim das contas, não to afim de um final de filme com casamento, casa luxuosa e viagens infinitas pelo mundo.. No final das contas eu só quero é ser feliz e grata!

Summer breaks

PS: iniciativa de texto por conta o livro “O Poder da Coragem”.


Imagem de anxiety, charlie brown, and quoteDifícil escrever sobre ansiedade, mas garanto que é mais difícil ainda lidar com ela.

Não quero parecer melodramática, mas tenho uma história de vida um pouco conturbada, mas que tento não transparecer, primeiro para não parecer a coitada, e segundo que hoje sou minha melhor versão, então não preciso remoer o que se passou na minha vida sempre.

Mas sou de uma família que possui um início bem difícil, pois meu pai se casou com a mãe da minha irmã com apenas 17 anos, por conta da gravidez por acidente da minha própria irmã. Isso os levou a tentar uma vida “digna” em SP, mas 4 anos depois, em meio a uma gravidez de risco, a mãe da minha irmã morreu e meses depois meu irmão Eduardo faleceu tbm, deixando meu pai e minha irmã (com 4 anos) sozinhos em SP.

Passados alguns perrengues de vida, meu pai conseguiu com muito custo criar minha irmã e tentar mostrar que a vida pode melhorar se você correr atrás dos seus sonhos e tiver um ombro amigo para ajudar. Minha irmã com menos de 6 anos já mostrou pro meu pai que o amor é maior do que todos os problemas.

Depois disso, meu pai conheceu minha mãe e juntos eles construíram a “fortaleza” que vivo hoje, com muita dedicação, trabalho, muito pão com ovo no Natal e Ano Novo e foram construindo o espaço deles e nos ensinando que a gente consegue as coisas com trabalho, dedicação e muitas vezes com privação das coisas.

Para nossa infelicidade, o buraco era muito mais embaixo e meu pai acabou falecendo com 49 anos. Eu, na época tinha 13 anos e minha irmã 20, e foi o maior baque que sofri na vida, pois aparentemente era tudo lindo, e éramos uma família feliz, mas as mágoas do passado iam corroendo meu pai.

Foi daí que percebi que nada é para sempre e que precisamos dar valor a nossa vida mais do que qualquer trabalho. Demorei muito para chorar com a perda dele, e até hoje me pergunto se sofri o luto de verdade, pois me descobri inacreditada da situação.

A partir disso, comecei a me descobrir como pessoa, como menina e meu papel na vida das pessoas ao meu redor. Engordei, emagreci, me formei como bailarina, me descobri como profissional, mas com o término do meu primeiro namoro, foi que percebi que não era tão forte como minha mãe sempre me ensinou a ser…

Descobri que tinha falhas, que não poderia ser perfeita sempre e, com isso, desenvolvi urticária nervosa aos 16 anos…

Foi o pior período que passei na minha vida inteira que não consigo nem explicar a sensação. Apenas pensava o quanto eu era horrível, o quanto me sentia feia e no quanto isso assustava a mim e as pessoas ao meu redor. Porque acordar com o rosto tão inchado a ponto dos olhos não abrirem, não era fácil. E tentar transparecer tranquilidade as suas alunas, sabendo que elas estavam assustadas com o seu rosto e o seu corpo, foi um momento de muita dor física e psicológica.

Tentei por anos buscar tratamento médico para isso, mas nada adiantava, e foi daí que encontrei o meu ponto crucial, o divisor de águas… A ansiedade!

Descobri que todo aquele “pipoco” na minha pele era pura ansiedade, e daí iniciei um grande processo solitário e interno de busca pessoal para controle da mesma. Mas, como nem tudo são rosas, acabei entrando em outro capitulo nebuloso na minha vida: relacionamento abusivo.

Nessa busca pessoal de controle de ansiedade, acabei me atraindo ao um relacionamento completamente abusivo, que como todos dizem e eu reafirmo, é o pior para se descobrir e se livrar.

O cara escondeu o nosso relacionamento para a família e o círculo de amizades dele por meses. Me obrigava e me vestir e me portar do jeito que ele achava que deveria ser, e não tolerava menos que aquilo com todo aquele apelo emocional de que era para o meu bem e que não queria me ver mal. Gastei dinheiro, mudei cabelo, passei noites em locais estranhos sem avisar minha mãe e preocupando minha irmã, tudo isso porque o cara dizia que me amava.

Fiquei nessa por 8 longos meses e como foi ruim… Nossa!! Se perder e perder pessoas queridas por uma atitude dessas foi totalmente humilhante, e até hoje sinto que perdi muito da minha vida nisso tudo.

Claro que depois de enfim ter coragem de sair dessa as coisas melhoraram, mas diante de toda essa história maluca, só tenho uma coisa a dizer: não digam que ansiedade é frescura, porque não é.

Mesmo depois de ter ciência de que as piores coisas da minha vida já passaram, ainda sinto medo e ânsia do futuro. Ainda tenho picos de vontade de largar tudo e ver o que a vida me traz e como isso é ruim!!

Não desejo ansiedade a ninguém, porque ela mata!! Ansiedade e magoa, mata!! Meu pai foi prova disso e desejo do fundo do coração que quem esteja lendo isso, tenha compaixão quando alguém ao redor disser que está ansioso.

Não to aqui para fazer drama para ninguém, estou aqui pra alertar e expor que isso não é frescura, isso dói, isso machuca você e machuca as pessoas ao redor. Vamos tentar lidar com isso e abraçar os amigos, seja com palavras bonitas ou simplesmente com um abraço.

Já dizia um mentor meu “Pessoas precisam de pessoas” e por mais egoísta que o mundo esteja no momento, se cada um ajudar um pouquinho, mas um pouquinho mesmo. Um ato simples de compaixão e amor sincero, já ajuda demais todo mundo.

Irônico fazer esse post em pleno domingo de parada LGBT, mas isso me inspirou que precisamos viver e conviver com a diversidade, seja afetiva, seja social.

Viva a diversidade e a maturidade de saber respeitar essas diferenças!


Luz

superthumbNeste exato momento. 11/1/2016 as 21h43, cai uma grande chuva aqui em São Vicente.

Para muitos, é um momento chato porque acabou com a chance de praia ou aquele rolezim de domingo a noite, mas pra mim, o momento é outro.

Desde sexta feira ando entoando um mantra dedicado a Lord Ganesha (Deus hindu do intelecto, da sabedoria e da fortuna), mas não por seu significado, mas porque tem uma força maior que me faz acreditar que Ganesha é um dos meus guias espirituais, mesmo sendo de uma religião da qual não conheço a fundo.

E desde então, apesar de pequenas, sinto mudanças de vibração muito poderosas. Dado um exemplo, essa chuva torrencial na região. É UMA LAVAGEM DE ESPIRITO!!! Eis que estou lavando a minha alma dos infortúnios que me assolaram desde 2014 ou sei lá de quando.

Mas o que me motivou a escrever isso, é a inspiração que senti desde que acordei de um sonho estranho…

Dentro de um sonho, ter a visão do que diz ser Deus, me fez acordar diferente. Me fez olhar a minha vida de outro jeito e saber que essa vibração correu por minha família, foi melhor ainda.

Fartura espiritual e alegria em abundancia foi o auge do meu dia. Ou melhor, o início da mudança. O início do colhimento dos frutos de tanto tempo lutando pelas minhas causas.

Cara.. É muito estranho falar disso sim, mas não consigo me conter de que há uma energia forte em mim querendo ser libertada e a forma que encontrei que pode – quem sabe – alcançar algumas pessoas que podem por fim ocasionar numa corrente do bem, foi por aqui…

Espero terminar meu 2016 com esse lindo texto sobre encontro e luz, mas nunca se sabe quais serão as próximas descobertas ainda nesse ano tão cheio de surpresas, mas fica aqui explicito a mudança de padrão vibracional dos textos que havia cultivado nos últimos tempos.

O período de ocupação da faculdade em meio as confusões e momentos decisivos do governo que estou vivendo foi mais do que um momento de luta por direitos iguais de educação e qualidade de ensino, mas uma luta interna pra saber onde eu estava esse tempo todo.

Que Ganesha me ilumine e ilumine a todos nós com sua sabedoria para que 2017 seja o momento de colhermos tudo o que plantamos, para que enfim, toda aquela agonia vivida nos últimos anos, sejam substituídas por momentos de paz e sorrisos para todos, porque estamos aqui nessa Terra com o propósito de sermos felizes e levarmos felicidade aos que nos rondam, porque gentileza gera gentileza e paz leva paz.

Feliz fim de 2016 a todos e que a paz esteja com todos vcs!

*Não ia deixar de colocar o mantra né?!


largeEu não sei porque eu fico nessa luta desesperadora de querer ser sempre a melhor em tudo, o destaque e a pessoa influente, mas sempre me frustro porque estou “na média” das coisas.

Mas não que isso seja negativo, porque o parâmetro de relevância é muito relativo. O bom numa teoria, as vezes não é tão bom assim na prática. Mas no meu caso, sinto que preciso aceitar em ser apenas…..

Nem existe palavra pra descrever, porque a minha vida inteira eu nunca fui a “completa e irritante sabichona” like Hermione Granger, mas sabe quando você tem um valor fundamental nas coisas? Como se as pessoas ao perceber a ação, ato, circunstancia, sei la que raios, olham pra você falam “Muito obrigada, você ajudou muito”, “você é competente”.

“Não existe alguém como você”…

Acho que é isso.. Não adianta pensar em parâmetros de genialidade se eu sou uma parcela avulsa de coisas boas que agregam as pessoas. Mas ainda sim, é muito difícil não comparar com os outros.

Só que a minha vida é completamente diferente da dos outros, meu histórico é diferente, minhas experiências são diferentes, até MINHA IDADE é diferente…

Estou no primeiro ano de faculdade com 23 anos.. Não parece, mas é! E existem pessoas ao meu redor com 18 anos.. Uma puta diferença de vivencia de vida que ninguém nunca pode comparar.

Então acho que é isso.. Pra que pensar em ser boa, em ser reconhecida por fatos sendo que posso simplesmente ser única do meu jeito?


O ruim de ficar muito tempo sem escrever, é que as coisas começam a acumular na sua cabeça e você não sabe o que seria de mais relevante para desabafar ou compartilhar.

Esses últimos 15 dias, ou melhor, esses últimos 3 meses foram muito intensos para mim. Não sei se foi pela faculdade, pela vida nova fora de casa, por morar com namorado e amigos, por ter que arcar com tudo sozinha, ou simplesmente por não saber como lidar com a…. liberdade!

Sei lá…
Saber que não precisa de dar satisfação, ir para onde quer, tomar o que quer, andar como quer…. Por mais tentador e “legal” que pareça ser, é estranho.

Deve ser porque desde que me conheço por gente, sempre fui aquela menininha que dependia da mãe para tudo, perguntava para mãe, ligava para mãe, só saia se a mãe deixasse e só gastava com o que a mãe quisesse…  Não que tenha sido algo negativo, NÃO, me tornei uma pessoa ciente das coisas por causa desses cortes.

Mas será que não estou com medo da vida? Esses medos de não saber viver?

Viver com os pais te dá uma sensação de apoio constante né, de que se algo der errado, tem com o que arrumar, mas e sozinha, vc tem o que?

Ééééé… Ninguém disse que crescer era fácil, mas vamos em frente, porque como diz meu colega Carlão “para trás nem pra dar impulso”, o jeito é erguer a cabeça e continuar a luta.

large


Queria entender até que ponto o ser humano precisa trabalhar pra se sentir feliz. Queria entender onde fica o termômetro que indica que as contas já estão em ordem e podemos viver nossa vida e sorrir de maneira sincera.
Vejo essa tristeza mais próximo do que poderia imaginar, porque vejo que meus familiares (e principalmente minha mãe), está nessa busca constante e vazia por uma felicidade ditada pela quitação de contas.
Quando que ela voltará a se cuidar de novo, a dormir mais, a ver sua casa do jeito que gosta e se sentir plena ao levantar da sua cama?
Penso que é a falta do meu pai, e esse trabalho todo é a negação de que ela sente falta dele, mas ela não quer ser ajudada.. O que fazer?
Ela diz que eu, cuidando do meu caminho, a deixo feliz, mas é mentira, porque quanto mais me cuido, mais ela se sente sozinha, e como medir isso??
Como viver a minha vida, trilhar meu caminho, construir minha carreira e ainda sim, mantê-la bem?
Não sinto apoio de ninguém pra isso e isso me desespera! Se um dia eu sair, o que ela vai fazer??
Tenho muito medo dela se enfurnar mais ainda dentro de casa e apodrecer o espírito de juventude que sei que existe dentro dela!
Não quero vê-la mais assim, só quero sua felicidade, mas quero a minha vida também!
Alguém me ajuda?



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