Penseira: Bacia de pedra rasa, com entalhes estranhos na borda, runas e símbolos. É um recipiente que serve para guardar pensamentos os quais ocupam muito espaço na cabeça de alguém.

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Descobri que meu propósito é conhecer coisas novas, viajar, vivenciar coisas diferentes pra poder multiplicar da maneira que posso…

Deve ser por isso que um dia quis ser professora: pra ensinar o outro o que sei.

Quis ser bióloga: para descobrir o que esse mundão tem de diferente na natureza.

Quis ser publicitária: pra desenvolver novas idéias sobre tudo e todos.

Quis ser jornalista: pra poder conhecer um pouco de tudo e compartilhar a minha visão sobre.

Quis ser diplomata: pra descobrir as diferentes culturas do mundo e lutar por elas.

Quis ser bailarina: pra descobrir o poder transformador da arte e propagar pelo mundo.

Quis ser profissional de educação física: pra poder aprender sobre o poder do nosso corpo e do nosso organismo e propagar o quanto somos e podemos ser fortes em qualquer aspecto. Seja pelo esporte, seja pela saúde.

O que vier na minha vida hoje, é lucro, porque através do que escolhi quero ser conhecedora e compartilhadora de conhecimento.

Quero, através do que vier na minha vida, conhecer o mundo e as culturas que estão por ai.

Quero, através do que vier na minha vida, experimentar coisas novas.

Quero, através do que vier na minha vida, viver o mundo com ele é.

E não preciso de uma profissão especifica para isso, pois eu jurava que precisaria.

Basta eu ser quem eu sou e ter expertise para desenvolver um trabalho que me proporcione propaga-lo dessa maneira.

 

Taí minha última reflexão com 24 anos de idade…

Deixei de ser uma jovem adulta e estou me tornando uma adulta de fato, com responsabilidades, novos sonhos e novas realidades para a minha vida.

Então vou ali buscar meus novos objetivos.

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Sempre que eu ouvia a frase “The worst things in life come free to us” da música The A Team do Ed Sheeran me via num paradoxo sobre como as coisas ruins vem de graça para nós, mas que não devemos pensar que essas coisas ruins acontecem fácil demais nas nossas vidas.

Mas creio que agora tive um insight quanto a essa passagem..

Acho que sim, as coisas ruins vem de graça para nós, mas se as coisas boas também viessem de graça, não teria o sentimento de gratidão tão profundo, porque a maior grandeza das coisas boas da vida é a forma como a conquistamos.

Aprendi essa grande lição hoje em meio a mais um caos de minha vida universitária. 

Todos dizem que é “a melhor fase da vida”, mas desculpe, não é a minha não!!

Porém, estou aprendendo a ser grata e a compreender que as coisas boas tem custo, que devemos lutar para que elas aconteçam, mas além de lutar, temos que ser resilientes e pacientes com as coisas da vida, pois só assim, quando a vitória chegar, sentiremos o doce sabor da conquista, da realização e do sucesso.
Então, agora, ao analisar que “as coisas ruins vem de graça para nós”, vejo que as coisas boas vem a nós com o preço da gratidão, do perdão, do amor e da resiliência. 

Portanto, confia que dá certo!


Imagem de anxiety, charlie brown, and quoteDifícil escrever sobre ansiedade, mas garanto que é mais difícil ainda lidar com ela.

Não quero parecer melodramática, mas tenho uma história de vida um pouco conturbada, mas que tento não transparecer, primeiro para não parecer a coitada, e segundo que hoje sou minha melhor versão, então não preciso remoer o que se passou na minha vida sempre.

Mas sou de uma família que possui um início bem difícil, pois meu pai se casou com a mãe da minha irmã com apenas 17 anos, por conta da gravidez por acidente da minha própria irmã. Isso os levou a tentar uma vida “digna” em SP, mas 4 anos depois, em meio a uma gravidez de risco, a mãe da minha irmã morreu e meses depois meu irmão Eduardo faleceu tbm, deixando meu pai e minha irmã (com 4 anos) sozinhos em SP.

Passados alguns perrengues de vida, meu pai conseguiu com muito custo criar minha irmã e tentar mostrar que a vida pode melhorar se você correr atrás dos seus sonhos e tiver um ombro amigo para ajudar. Minha irmã com menos de 6 anos já mostrou pro meu pai que o amor é maior do que todos os problemas.

Depois disso, meu pai conheceu minha mãe e juntos eles construíram a “fortaleza” que vivo hoje, com muita dedicação, trabalho, muito pão com ovo no Natal e Ano Novo e foram construindo o espaço deles e nos ensinando que a gente consegue as coisas com trabalho, dedicação e muitas vezes com privação das coisas.

Para nossa infelicidade, o buraco era muito mais embaixo e meu pai acabou falecendo com 49 anos. Eu, na época tinha 13 anos e minha irmã 20, e foi o maior baque que sofri na vida, pois aparentemente era tudo lindo, e éramos uma família feliz, mas as mágoas do passado iam corroendo meu pai.

Foi daí que percebi que nada é para sempre e que precisamos dar valor a nossa vida mais do que qualquer trabalho. Demorei muito para chorar com a perda dele, e até hoje me pergunto se sofri o luto de verdade, pois me descobri inacreditada da situação.

A partir disso, comecei a me descobrir como pessoa, como menina e meu papel na vida das pessoas ao meu redor. Engordei, emagreci, me formei como bailarina, me descobri como profissional, mas com o término do meu primeiro namoro, foi que percebi que não era tão forte como minha mãe sempre me ensinou a ser…

Descobri que tinha falhas, que não poderia ser perfeita sempre e, com isso, desenvolvi urticária nervosa aos 16 anos…

Foi o pior período que passei na minha vida inteira que não consigo nem explicar a sensação. Apenas pensava o quanto eu era horrível, o quanto me sentia feia e no quanto isso assustava a mim e as pessoas ao meu redor. Porque acordar com o rosto tão inchado a ponto dos olhos não abrirem, não era fácil. E tentar transparecer tranquilidade as suas alunas, sabendo que elas estavam assustadas com o seu rosto e o seu corpo, foi um momento de muita dor física e psicológica.

Tentei por anos buscar tratamento médico para isso, mas nada adiantava, e foi daí que encontrei o meu ponto crucial, o divisor de águas… A ansiedade!

Descobri que todo aquele “pipoco” na minha pele era pura ansiedade, e daí iniciei um grande processo solitário e interno de busca pessoal para controle da mesma. Mas, como nem tudo são rosas, acabei entrando em outro capitulo nebuloso na minha vida: relacionamento abusivo.

Nessa busca pessoal de controle de ansiedade, acabei me atraindo ao um relacionamento completamente abusivo, que como todos dizem e eu reafirmo, é o pior para se descobrir e se livrar.

O cara escondeu o nosso relacionamento para a família e o círculo de amizades dele por meses. Me obrigava e me vestir e me portar do jeito que ele achava que deveria ser, e não tolerava menos que aquilo com todo aquele apelo emocional de que era para o meu bem e que não queria me ver mal. Gastei dinheiro, mudei cabelo, passei noites em locais estranhos sem avisar minha mãe e preocupando minha irmã, tudo isso porque o cara dizia que me amava.

Fiquei nessa por 8 longos meses e como foi ruim… Nossa!! Se perder e perder pessoas queridas por uma atitude dessas foi totalmente humilhante, e até hoje sinto que perdi muito da minha vida nisso tudo.

Claro que depois de enfim ter coragem de sair dessa as coisas melhoraram, mas diante de toda essa história maluca, só tenho uma coisa a dizer: não digam que ansiedade é frescura, porque não é.

Mesmo depois de ter ciência de que as piores coisas da minha vida já passaram, ainda sinto medo e ânsia do futuro. Ainda tenho picos de vontade de largar tudo e ver o que a vida me traz e como isso é ruim!!

Não desejo ansiedade a ninguém, porque ela mata!! Ansiedade e magoa, mata!! Meu pai foi prova disso e desejo do fundo do coração que quem esteja lendo isso, tenha compaixão quando alguém ao redor disser que está ansioso.

Não to aqui para fazer drama para ninguém, estou aqui pra alertar e expor que isso não é frescura, isso dói, isso machuca você e machuca as pessoas ao redor. Vamos tentar lidar com isso e abraçar os amigos, seja com palavras bonitas ou simplesmente com um abraço.

Já dizia um mentor meu “Pessoas precisam de pessoas” e por mais egoísta que o mundo esteja no momento, se cada um ajudar um pouquinho, mas um pouquinho mesmo. Um ato simples de compaixão e amor sincero, já ajuda demais todo mundo.

Irônico fazer esse post em pleno domingo de parada LGBT, mas isso me inspirou que precisamos viver e conviver com a diversidade, seja afetiva, seja social.

Viva a diversidade e a maturidade de saber respeitar essas diferenças!



Essa é uma frase que vi num comercial um pouco antigo sobre o que faz a pessoa acordar todos os dias para viver aquela vida e hoje me peguei pensando nisso.
Estou eu, aqui largada no colchão jogador no chão no meio do Espaço Estudantil da faculdade, conversando sobre carreira com um grande profissional que admiro Rafael.
Ele me disse que se algo não te traz otimismo, não está alinhando com o seu propósito, com o que te move e deve ser isso que está ocorrendo com a minha vida no momento.

Eu não reclamo da minha situação e das pessoas que conheci ao longo desses meses, mas sinto que há um comichão dentro de mim que quer mais (ou menos). Não por ganância de ter algo melhor ou por soberba que me acho a melhor, mas pela necessidade de ser. Do meu ser.

Adoro as pessoas que convivo, porém algo está me tirando do prumo e me impedindo de galgar meu caminho, o que me move.

Saber esse momento é um processo muito difícil que demanda muito estresse, muita agonia e muito cansaço mental, mas quando se alcança, é uma das melhores sensações sentidas.

Se algo está incomodando ou te tirando do seu caminho, saio você dele, pois algo está impedindo você de avançar e viver o que a vida têm pra ti.


Tem gente que acha que contos de fada são somente aquelas histórias lindas que tudo dá certo e a pessoa é perfeita toda vida.
Mas hoje, olhando pra trás depois desses 4 anos, ja vi que contos de fada somos nós que construímos a nossa maneira com a nossa visão de vida.

Ao longo desses 4 anos podemos dizer que somos um casal muito bem vivido, com flores, conquistas, descobertas e muito, mas muito perrengue. Só que tudo isso só nos mostrou o quanto somos mais fortes juntos e que apesar das faíscas que sempre tem, a gente se ama e se gosta em primeiro lugar.

Claro que odeio a bagunça da louça e ele odeia minha mania de arrumação a cada 5segs, mas a gente se entende e faz de tudo pra se manter bem pro outro ficar bem, pq amor não é fazer bem pro outro, é transcender seu amor próprio para o outro.

E acho que esse é o nosso maior sucesso, pois quando um cai, o outro mesmo estilhaçado por dentro se mostra forte pra ajudar e mostrar que tudo passa.

Ja vivemos tanta coisa que parece mentira, mas olho pra tudo, olho pra você e tenho certeza que não é mentira, é a minha melhor verdade.

Te amo ViniciusN! ❤

24-03-2013-7

Nós.. 4 anos atrás..


Sabe quando uma música toca tanto sua alma que qualquer versão que você ouve, você chora igual uma condenada, mas não tem noção do porque?

Pode ser demo, live, acústica, cover, sei lá que raios, mais você sempre, sempre, mais sempre mesmo você vai chorar feito criança quando recebe o tão sonhado cachorrinho?

É o que sinto quando ouço Tenerife Sea do Ed Sheeran.

Uma melodia de amor, que ele conta todo o amor que ele sente ao ver a garota e como está apaixonado por ela, mesmo com toda a sua simplicidade e seu jeitinho.

Desde o seu lançamento em 2014 no álbum Multiply, sempre escutei com a conotação romântica que ela tem e claro que pensava no meu namorado e como ele é fofo e poderia sim escrever algo parecido. Mas acho que hoje senti o “click” que oi sobrenatural.

Ouvi essa música versão ao vivo através desse link, mas resolvi ouvir de outra perspectiva…

Decidi ouvi-la como se tivesse recitando pra mim mesma e foi mágico!

Parece que as vezes esquecemos do quanto somos lindas e especiais pra nós mesmas e focamos nas coisas que impõem para nós.

Sim… Eu “fico tão maravilhosa nesse vestido e amo (meu) cabelo daquele jeito”. Daquele jeito que só meu íntimo sabe que um dia tive e posso retomar no dia que reencontrar meu valor.

Imagem de love, amazing, and quoteAndo meio perdida do que sou, ainda mais depois que engordei horrores e parei minhas queridas aulas de ballet, mas a gente precisa aprender a se valorizar sem essas coisas, porque somos especiais “just the way we are” – já dizia Bruno Mars.

E por mais que digam para gente, nunca vamos acreditar se não enxergarmos de dentro mesmo e esse é o processo mais difícil de todos.

Mais sigo na luta e ouvir Tenerife Sea nessa nova perspectiva me trouxe um ótimo insight!


Leia ouvindo > Castle on the Hill

Imagem de moon, sky, and rainbow

A vida está me mostrando aos poucos que apesar de buscarmos um futuro, devemos sim, lembrar com carinho e gratidão as coisas que vivemos no passado.

Que as amizades passam, mas o carinho dos momentos vividos deve ser preservado no coração.

Que apesar das escolhas, não é justo julgar o outro por não ter seguido o que você achava certo.

Que quem você imaginava que ficaria para sempre, pode não ter os mesmos planos que você.

Que existe sim, lugar certo na hora certa.

Que a verdade dói, mas que existem momentos que ela cura.

Que relações humanas são mais humanas que apenas manter contato.

Ou seja, busque sempre olho no olho.

Que chorar pode parecer fraqueza, mas é depois das lágrimas que vem o Sol que você precisa.

Que procrastinar não é o caminho para nada, é só um atraso de vida.

Que simplicidade e sorrisos valem mais do que matéria.

Que o amor é a base de tudo e na minha humilde opinião, é a solução para todos os problemas.



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