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“Bonito é amar de levinho, na serenidade, na leveza, na tranquilidade. Sem forçar a barra. Bonito é quando parece que aconteceu por acaso, quando na verdade já estava tudo planejado pelo destino, escrito nas estrelas, trilhado os caminhos. Bonito não é exibir o relacionamento de uma semana em redes sociais, idolatrar o outro, forçar felicidade só para tentar mostrar “olhem aqui, eu também tenho alguém.” Porque se for assim, nem vale a pena ter. Bonito é planejar o primeiro encontro, sem ao menos imaginar quais as intenções, mas ir além por interesse, porque ficou encantado pela doçura do outro, e depois, ficar curioso para saber qual o próximo passo. Como imaginar o próximo beijo, o próximo carinho, as próximas palavras. Bonito é deixar que tudo venha quando tem de vir, e não almejar o amor como se fosse vazio dele, faminto por carinho, com fome de atenção. Bonito é deixar acontecer naturalmente, ter personalidade própria, os seus gostos e as suas idéias, e nunca mudar de banda preferida porque ele curte The Smiths e você é obcecada por Roxette. Não se completa um quebra cabeças com peças iguais, afinal, qual a graça de fazer coleção de apenas um disco tema da história de vocês? Seria monótono demais. Bonito é ser transparente, isso é que quero dizer, pois é assim que se constrói um amor, amizade, qualquer laço que seja com verdade, para não enganar o outro, para que se apaixone pelo que se vê, pelo que se sente. A primeira impressão é a que fica. Mas bonito mesmo, que fascina e que encanta, é amar por instinto e não por obrigação. É estar ao lado de alguém por satisfação e nunca por necessidade. Álias, não há nada mais bonito que amar a si mesmo. De mostrar ao outro que é apaixonado por si próprio. Esse amor é que contagia e assim é que se constrói histórias verdadeiras, relacionamentos duradouros. Digo, só assim se é visto como um possível companheiro para a vida toda.”
— Paleologia.

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